🎸 Os 100 Maiores Solos de Guitarra de Todos os Tempos — Segundo a Rolling Stone

Os 100 Maiores Solos de Guitarra de Todos os Tempos — Segundo a Rolling Stone

Fonte oficial: Rolling Stone, publicado em 4 de maio de 2026. Artigo original: RollingStone.com — The 100 Greatest Guitar Solos of All Time. Adaptado e traduzido com os devidos créditos.


📝 A Apresentação da Revista

A guitarra é uma das formas de arte mais indestrutíveis da música moderna. Não há nada comparável à emoção de um solo brilhante — uma história longa e intensa que vai de “Free Bird” a “Purple Rain”, de “Johnny B. Goode” a “Eruption”. Alguns solos nascem da velocidade dos virtuosos; outros são pura atitude e sentimento. Mas todos ficaram gravados na memória de gerações.

A lista da Rolling Stone reúne bluesmen, lendas do rock, punks, mestres do metal e inovadores de todos os estilos. De surfistas a viajantes do espaço, de clássicos a novidades. Há lendas como Jimi Hendrix, Jimmy Page e Jerry Garcia ao lado de nomes contemporâneos como St. Vincent e John Mayer, e jovens talentos como Geese e MJ Lenderman.

📋 O Critério

A seleção não se baseou em vendas nem em sucesso nas rádios. O que pesou foi o brilho da execução e a importância do solo para a música: solos que definem a canção, que não se limitam a repetir a melodia e que são tão marcantes que você consegue cantarolar nota por nota.

⚠️ Atenção: esta lista é sobre solos, não sobre riffs. Por isso, por exemplo, o clássico do Deep Purple é “Highway Star” e não “Smoke on the Water”.


📊 A Lista Completa — Do 100º ao 51º

PosiçãoArtista — MúsicaAnoDestaque
100ºAC/DC — You Shook Me All Night Long1980Precisão e economia de notas de Angus Young
99ºBuddy Guy — Stone Crazy1962Antecipou o som de Hendrix e influenciou Clapton
98ºGeese — Getting Killed2025Solo elegante e minimalista de Emily Green
97ºMegadeth — Hangar 181990Marty Friedman toca “como se viesse de Marte”
96ºRed Hot Chili Peppers — Scar Tissue1999Som derretido e líquido de John Frusciante
95ºLes Paul e Mary Ford — How High the Moon1953Marco histórico da guitarra elétrica
94ºSmashing Pumpkins — Mayonaise1993Vulnerabilidade e emoção em cada nota
93ºCommodores — Easy1977Thomas McClary eleva a intensidade da letra
92ºStephen Malkmus and the Jicks — Share the Red2011Lirismo e nostalgia suave dos anos 70
91ºAerosmith — Walk This Way1975Virtuosismo com atitude de Joe Perry
90ºPaul Butterfield Blues Band — East-West1965Fusão visionária de blues, raga e jazz
89ºGerry Rafferty — Baker Street1978Solo cristalino que iguala o saxofone
88ºGenesis — Firth of Fifth1973Melodia de outro mundo nas mãos de Steve Hackett
87ºGirlschool — C’mon Let’s Go1981Força e concisão de Kelly Johnson
86ºPantera — Cemetery Gates1990Emoção pura em três atos de Dimebag Darrell
85ºJohn Mayer — Gravity2006Silêncio e espaço como parte da melodia
84ºPearl Jam — Alive1991Mike McCready constrói um clássico a partir de referências
83ºTalking Heads — Born Under Punches1980Sons que não parecem vir de guitarra — Adrian Belew
82ºRichard e Linda Thompson — The Calvary Cross (ao vivo)1975Espiritualidade escura em 13 minutos
81ºMJ Lenderman — Knockin’2023Dor e saudade esticadas como mel
80ºSteve Vai — For the Love of God1990Jornada de seis minutos entre paixão e loucura
79ºYes — Starship Trooper1971Steve Howe lança a nave ao espaço
78ºJudas Priest — Painkiller1990Tipton e Downing: velocidade e ataque
77ºAlbert King — Crosscut Saw1966A alma do blues nas mãos gigantes
76ºJimmy Eat World — The Middle2001Brilho com toque de raízes do sudoeste
75ºThe Cars — Just What I Needed1978Melodia cantável, construída nota por nota
74ºSleater-Kinney — Let’s Call It Love200511 minutos de fogo de Carrie Brownstein
73ºDale Hawkins — Susie Q1957O gênio adolescente James Burton cria o rockabilly
72ºThe Knack — My Sharona197990 segundos de pura energia — cortado nas rádios
71ºYeah Yeah Yeahs — Maps2003Simplicidade que esmaga o coração
70ºNirvana — Heart-Shaped Box1993Beleza ruidosa polida por duas versões
69ºFrank Zappa — Watermelon in Easter Hay1979Último solo imaginário de Joe, o personagem
68ºIron Maiden — The Trooper1983Dois guitarristas em harmonia de batalha
67ºHelium — XXX1994Mary Timony luta contra as cordas
66ºKing Sunny Adé — Sunny Ti Die1974Hipnose rítmica da Nigéria
65ºDick Dale — Misirlou1962Um solo sem parar — adrenalina pura
64ºRadiohead — Paranoid Android1997Caos e beleza de Johnny Greenwood
63ºBoston — More Than a Feeling1976Catedral sonora construída por Tom Scholz
62ºEric Johnson — Cliffs of Dover199025 segundos perfeitos que renderam um Grammy
61ºBoris — Naki Kyoku2003Luto de 12 minutos — beleza em chamas
60ºBlue Öyster Cult — (Don’t Fear) The Reaper1976Possessão de Buck Dharma em uma tomada
59ºThe Pretenders — Tattooed Love Boys1980Brilho fragmentado gravado às pressas
58ºDeep Purple — Highway Star1972Ritchie Blackmore toca Bach antes do blues
57ºBrian Eno — Baby’s on Fire1973Três minutos de raiva e brilho de Robert Fripp
56ºLink Wray — Rumble1957O som que inventou o acorde de potência
55ºDinosaur Jr. — Freak Scene1988Neil Young reinventado por J Mascis
54ºFreddie King — Going Down1971A arrogância perfeita do blues texano
53ºMdou Moctar — Afrique Victime2021O Hendrix do Saara em voo estelar
52ºFleetwood Mac — Albatross1968Genialidade trágica de Peter Green
51ºThe Byrds — Eight Miles High1966Tentativa de tocar jazz com guitarra de 12 cordas

🎯 Destaque: Megadeth — “Hangar 18” (97º Lugar)

Dave Mustaine concebeu a sequência de acordes desta faixa ainda durante sua passagem pelo Metallica. Ao formar o Megadeth, entregou o material para o guitarrista Marty Friedman, que até então era conhecido por tocar mil notas por segundo na banda Cacophonia. Mas com o Megadeth, Friedman teve a oportunidade de ir além da velocidade.

O produtor Mike Clink disse para eu olhar a letra — que falava sobre alienígenas — e tentar refletir esse tema na minha forma de tocar. Eu nunca me importara com letras antes. Foi uma revelação: de repente precisei pensar em como fazer meu solo soar como se viesse de Marte.
— Marty Friedman, conforme registrado na Rolling Stone

O resultado: escalas com influência jazz e do Oriente Médio, passagens deslizantes e alternância com os leads do próprio Mustaine. O que seria apenas mais uma faixa de thrash foi elevado à arte de alto nível.


✍️ Sobre a Matéria Original

Texto original da equipe da Rolling Stone, publicado em 4 de maio de 2026. Autores principais: Kory Grow, Brian Hiatt, Rob Sheffield, Tom Beaujour, entre outros.

🔗 Leia a matéria completa em: RollingStone.com

Este conteúdo foi adaptado e traduzido com fins informativos, citando integralmente a fonte original e todos os créditos aos autores e à publicação.


Deixe um comentário